Liberdade Gamer

Janeiro 31, 2008

Manifestação – Release

Arquivado em: Uncategorized — Gus Lanzetta @ 3:27 pm

Estaremos aceitando doações de alimentos não perecíveis que serão entregues ao Centro de Apoio à Criança Carente com Câncer. Quem puder, por favor, colabore. 

No próximo sábado, dia 2 de fevereiro, haverá uma manifestação
pacífica contra a recente decisão judicial que proíbe a venda de dois
jogos de computador no território nacional: Counter-Strike e
EverQuest.

Os manifestantes se reunirão em frente ao MASP, na Avenida Paulista,
às 11 horas da manhã.

Participe! Você vai contribuir para consolidar a democracia, impedir a
censura e esclarecer às autoridades: a decisão judicial que proíbe
estes games é infundada e resulta da falta de informação correta sobre
os games, seus efeitos e seu público.

Estaremos aceitando doações de alimentos não perecíveis que serão entregues ao Centro de Apoio à Criança Carente com Câncer. Quem puder, por favor, colabore.

Janeiro 30, 2008

Entrevista com Roger e Joca, os Criadores do Mapa cs_rio

Arquivado em: Uncategorized — Douglas Pereira @ 9:11 pm

Então, toda essa confusão, pelo menos na parte do Counter-Strike, é em boa parte graças ao tal mapa cs_rio, um dos mods mais famosos do Brasil. Conseguimos uma entrevista com aqueles que criaram o mapa, lá no distante ano de 2001.

Como e quando surgiu a idéia de recriar uma favela carioca?

A idéia surgiu em uma LAN em que jogávamos Half-Life deathmatch e por conseqüência o Counter-Strike. O Roger já era programador, e também era ligado em games, uma vez ele até fez o prédio em que moravamos na plataforma do DOOM. E nesta onda de cenários para games, resolvemos arriscar em um para Counter-Strike. Como bem no começo do Counter-Strike existiam mapas como Iraq, Italia e Havana, achamos que o Brasil deveria ter um mapa, e nada melhor que uma favela no Rio de Janeiro para retratar um jogo de polícia e ladrão.

 

Quanto tempo levou para o cenário ficar pronto?

O tempo todo de trabalho, desde o primeiro rascunho a lápis até estar disponível para download, foi de um ano inteiro. Claro que foi feito aos poucos, pois como trabalhamos a semana toda, nos dedicávamos aos fins de semana.

Qual a repercussão, na época em que foi disponibilizado, entre os demais jogadores?

Foi muito positiva. Só no primeiro mês muita gente baixou, não só pelo site do cs_rio original, como em outros sites que também disponibilizaram o mapa, como por exemplo o da Info, e do Terra. Logo na seqüência, veio a CPL no Renassaince onde o mapa foi divulgado e ovacionado. Também rolou um campeonato na Alemanha só com o cs_rio. Os europeus adoraram o mapa, pelo exotismo e pelo campinho de futebol jogável.

 

Qual foi a reação de vocês ao sucesso do mapa?

Totalmente inesperada. O negócio só começou a pegar fogo quando começamos a receber cartas do mundo todo comentando o mapa. Quando começou a aparecer na mídia, em revistas de informática, matérias de jornal e, principalmente, na televisão nas emissoras maiores. Gravamos um programa de televisão voltado a games, entrevistas e outras coisas que também repercutiram.

Como vocês se sentiram quando souberam do banimento do mapa no Rio de Janeiro? E do recente banimento do jogo Counter-Strike em todo o território nacional (que foi “justificado” pelo conteúdo do mapa, que não está incluído no jogo)?

Acho muito esquisito este negócio de banir um jogo, ou até um mapa. O cs_rio já foi banido antes, em LANs do Rio de Janeiro, e agora essa questão voltou a tona de novo.

NUNCA RECEBEMOS UM EMAIL, OU QUALQUER INFORMAÇÃO PARA TIRAR UM MAPA DA NET, está aí até hoje, é só baixar e ter o counter. Acho que existe tanta coisa no Brasil para se preocupar, em vez de proibir games.

Acredito que as pessoas que proibiram o Counter-Strike devem ter tido um infância díficil, onde na escola recebiam castigos de ajoelhar no milho e eram surradas pela “palmatória”, ou ainda eram abusadas sexualmente pelos professores, porque voltar a esta questão é voltar à censura, à época que aconteciam estas coisas.

O banimento não resolve nada, pelo contrário, atrai mais interesse para o jogo. Nessas épocas, o download do cs_rio vai para as alturas!

 

 

Vocês acham que “[Counter-Strike] reproduz a guerra entre bandidos e policiais e impressiona pelo realismo.” como diz o texto publicado pelo PROCON de Goiás?

Pra você ter um idéia, esta frase aí veio da TV Globo, em uma matéria que saiu no Jornal Hoje em 2002, que pode ser achado no YouTube.

Acho que a frase “impressiona pelo realismo” é muito gratificante para nós. Realmente, foi um grande trabalho achar e criar as texturas, e mérito para o pessoal da Valve q fez o Half-Life e seus derivados.

Estamos em 2008, e o grande trunfo dos games e programas gráficos é se aproximar ao máximo da realidade, como você pode ver agora o com o game Crysis: é super realista e com isso é sucesso no mundo todo.

Acho que o pessoal do PROCON deveria ver menos televisão e tirar suas próprias conclusões.

Compare o texto da Globo e do Procon:

http://www.youtube.com/watch?v=elzxfXetgTo

http://www.procon.go.gov.br/procon/detalhe.php?textoId=001092

 

 

Em algum momento é afirmado ou fica implícito no mapa que os terroristas são “traficantes do Rio de Janeiro” e que seus reféns são “três representantes das Nações Unidas” como diz o texto publicado pelo PROCON de Goiás?

Sim! Todo mapa de counter-strike tem uma história por trás, um motivo para a peleja estar acontecendo, um porquê para resgatar os reféns e o mesmo para plantar bombas. A idéia de reféns da ONU é muito criativa e tornou o cs_rio ainda mais polêmico. Com certeza existem jogos com histórias bem mais cabeludas, como destruição da Terra, da humanidade, e estes não são proibidos.

Em vários jogos vale matar o Sadam, o Bin Laden, pelotão da SWAT, terroristas, tropas americanas e japonesas. Mas matar bandidos brasileiros, não!

 

 

No mapa “Quanto mais PM´s matar, mais pontos.” como diz o texto publicado pelo PROCON de Goiás?

Primeiro que não são PMs, e sim os próprios “Counter Terrorist” do jogo. Se você já jogou Counter-Strike, vai ver que os terroristas mesmo no mapa da favela não são traficantes ou maloqueiros, e sim terroristas comuns de qualquer organização. O mesmo vale para os CTs. Eles nem falam português!

 

 

Vocês já ouviram falar que “Na visão de especialistas, o jogo ensina técnicas de guerra, haja vista o jogador deve ter conhecimento sobre táticas de esconderijo, como se estivesse numa guerrilha.” como diz o texto publicado pelo PROCON de Goiás?

Disso eu não sabia! Gostaria que o PROCON de Goias me enviasse um link com os tutoriais destas táticas!, quem sabe nós gamers aprenderemos mais de Counter com eles, já que se preocupam tanto. No Counter, posso estar numa guerrilha mesmo, como também numa montanha de neve, num supermercado. Isso vai de cada cenário.

 

 

Se vocês quiserem adicionar mais algum depoimento ou declaração sobre o assunto, sintam-se livres para tal. Toda declaração será publicada na íntegra e sem alterações.

Com essas proibições, acredito que o mercado esquente ainda mais para a venda de softwares “piratas”, já q não tem mais do original. Pior pro governo q não vai receber imposto.

E pelo que estou vendo, proibiram a venda do Counter e não do Half-Life nem Half-Life 2, o que mostra ainda mais que as pessoas que proíbem não entendem nada do game. É como proibir o Big Mac e não o Mac Donalds…

Se for seguir este raciocínio, tem que banir 90% dos jogos do mercado.

 

Sobre o cs_rio, o mapa é sucesso no Brasil. Onde tem Counter, praticamente tem cs_rio, e já ganhou prêmios internacionais.

Agora na tv tem até novela com favela, tá na moda. Pra você ter uma noção, o cs_rio foi lançado em 2001, antes do filme Cidade de Deus, BOPE, acredito que serviu de inspiração para o cinema nacional. Outro dia, estava assistindo Cidade dos Homens e tem uma cena aonde os bandidos invadem o morro pelo campinho de futebol. Impressionante, mas era uma “releitura” do cs_rio, só que em filme. Acho que o filme é de 2006, vale a pena assitir e ficar de cara.

Pode esperar que aí vem mais confusão.

 

Roger e Joca

Charge Sobre a Proibição: Cotidiano – Game Over

Arquivado em: Uncategorized — Douglas Pereira @ 5:10 pm

O famoso Charges.com.br soltou um vídeo bem legal sobre a proibição de CS e EQ. Sarcasmo pra todo lado. Como o wordpress tem uns problemas para colocar vídeos, vou deixar o link para o site do vídeo:

http://charges.uol.com.br/2008/01/29/cotidiano-game-over/

Janeiro 29, 2008

Editorial: Rômulo Mathei

Arquivado em: Uncategorized — Gus Lanzetta @ 6:38 pm

Este é um editorial escrito, especialmente para o Liberdade Gamer, por Rômulo Mathei, editor assistente da revista GameMaster.

 

-

 

 

Censura: s.f. Exame crítico de obras literárias ou artísticas; exame de livros e peças teatrais, jornais etc., feito antes da publicação, por agentes do poder público. / P. ext. Órgão que realiza esse trabalho. / Condenação eclesiástica de certas obras. / Corporação encarregada do exame de obras submetidas à censura. / Condenação, crítica. / Condenação proferida por uma assembléia contra um dos seus membros. / Repreensão, advertência. / Voto de condenação à política geral de um governo: moção de censura.

 

Segundo o dicionário Aurélio de Língua Portuguesa, censura é um negócio sério. Censurar é um ato contra a democracia pregada de forma tão negligente no nosso país. A indúsria do videogame hoje gira mais capital do que a indústria do cinema norte-americano, por exemplo, tratar sobre fatos ligados ao assunto não pode ser feito de forma tão fútil como foi feito no Jornal da Globo por exemplo.

 

A censura mascarada é pior que a censura explícita, pois é uma censura manipuladora e vil, partindo do princípio que você é induzido inconscientemente a aceita-la através do inconsciente coletivo. Todo mundo tem TV, todo mundo assiste a Globo, seus pais, seus avós, seus tios…

 

Quando uma emissora do porte da Rede Globo de Televisão apresenta em seu principal telejornal uma matéria tendenciosa, manipuladora e com graves erros de pesquisa, não podemos ficar de bico calado. Ainda mais quando a matéria é finalizada com um riso de deboche do âncora do jornal.

 

Muitos de vocês não se lembram, eu era apenas um bebê, mas a ditadura reinou um bocado de tempo aqui no nosso país.

 

 

Ditadura: s.f. O governo, a autoridade do ditador. / Poder ou autoridade absoluta. / Governo em que os poderes do Estado se concentram nas mãos de um só homem.

O Livro Vermelho de Mao Tse Tung (ditador que acabou em poucos anos com a tradição milenar Chinesa) diz: a liberdade de um povo se constrói com fuzis.

 

Para quem não sabe, o único livro que podia ser lido na China no período Mao, era o livro vermelho, as pessoas que eram pegas lendo qualquer outro tipo de literatura eram mortas.

 

Voltando ao nosso país. Proibir a venda e recolher jogos como Counter Strike (que nem é um jogo, é um mod) e Everquest é uma vergonha para o Estado, para você, para mim e para a própria Justiça Federal.

 

Por falar nisso, no processo aberto no ministério publico Federal, na Justiça Federal de Minas Gerais, alguns jogos como Doom, Duke Nukem e Carmaggedon foram citados nos autos como antecedentes. Duke Nukem? Pelo amor de Deus, imaginem, se os excelentíssimos doutores vissem um Gears of War, ou um Mass Effect… tsc tsc…

 

 

Eu nem sei o que escrever perante essa situação, que se não fosse trágica seria cômica.

 

Resta apenas o meu apelo para que todos compareçam ao manifesto do dia 02…

 

Sinceramente

 

Rômulo Máthei

 

Janeiro 25, 2008

Protesto!

Arquivado em: Uncategorized — Gus Lanzetta @ 12:03 am

ATUALIZAÇÃO: durante o ato, estaremos aceitando doações de alimentos não perecíveis, que serão entregues ao Centro de Apoio à Criança Carente com Câncer. Quem puder, colabore.

[ATUALIZAÇÃO-O PROTESTO SERÁ NO DIA 2 DE FEVEREIRO, SÁBADO, ÀS 11h DA MANHÃ] Junte-se ao manifesto contra a proibição da venda e o recolhimento de
Counter-Strike e EverQuest. Se você gosta de jogos, mesmo que não desses
dois em especial, venha participar desse movimento para evitar ações
arbitrárias como essa, que visam tirar a sua liberdade de escolha.Se o
Ministério da Justiça já classifica os jogos, por que, então, proibir a venda de um
produto que já é regulamentado pelo Estado? Não é suficiente a
Classificação Indicativa? Onde fica a democracia? A liberdade de
escolha? Alegam que esses jogos são nefastos e podem causar danos a
crianças e adolescentes, mas atroz mesmo é tirar dos pais o poder de
decidir o que é melhor para os seus filhos e quando. Alegam que os jogos
fazem mal e, portanto, devem ser retirados do mercado. E quanto ao
cigarro? E quanto à bebida? E quanto à venda de armas de fogo, não
pudemos votar em plebiscito se teríamos ou não esse direito? Armas matam
pessoas, no entanto, uma pessoa tem o direito de comprá-las. E querem
proibir a venda de jogos.
O processo que determinou o recolhimento de Counter-Strike e EverQuest
se originou do precedente que foi a proibição de Doom, Carmageddon,
Mortal Kombat, Postal e outros jogos anteriormente no Brasil. Essa nova
proibição pode criar um novo e perigoso precedente. Não permita que isso
aconteça. Junte-se a nós no manifesto pacífico contra proibição de
jogos, o manifesto pela liberdade gamer. Chame os seus amigos e,
inclusive, seus pais para esse ato de cidadania pró-democracia.

Quando?
Sábado, dia 2 de fevereiro de 2008, às 11h
Onde?
Avenida Paulista NO VÃO DO MASP
Como?
Basta chegar e se juntar à multidão. Se quiser, pode levar placas ou vir
vestido a caráter.
Por que?
Para evitar a proibição de jogos, educando a população e o poder público
sobre os benefícios dos jogos eletrônicos

Janeiro 24, 2008

Reportagens da Globo Sobre a Proibição dos Jogos

Arquivado em: Uncategorized — Douglas Pereira @ 7:17 pm

Para quem não viu ou quer saber como a imprensa não especializada trata o caso da proibição de Counter-Strike e Everquest, temos aqui dois vídeos de matérias do Jornal Hoje e Jornal da Globo. Aparentemente há um terceiro vídeo – também do Jornal da Globo, um dia antes da matéria que coloco aqui – mas não achei no Youtube. Se souber onde tem, diz aí nos comentários.

A matéria do Jornal Hoje é um pouco… exagerada, na minha opinião. Já a outra foi mais imparcial. Veja você mesmo:

Jornal Hoje – 22/01

Jornal da Globo – 23/01

Editorial: Ronaldo Testa

Arquivado em: Uncategorized — Gus Lanzetta @ 2:22 pm

Este é um editorial escrito, especialmente para o Liberdade Gamer, por Ronaldo Testa, editor da revista Nintendo World.

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É esquisito pensar que na “era da liberdade de escolha” temos que aturar ações como essa proibição da comercialização de Counter-Strike e Everquest. Eu não gosto de Counter-Strike, e não conheço muito bem Everquest, mas sei que esses jogos influenciam tanto quanto desenhos, filmes ou novelas – vai dizer Pica-Pau furando a cabeça do Leôncio de tanto bicar não é uma coisa violenta? Depende do modo como enxergamos as coisas. Não vou me estender nesse assunto de desenhos, filmes ou novelas por que isso vai gerar assunto para uns dois milênios… continuo com a minha opinião: “assiste quem quer”.

Só agora pude conhecer um pouco mais sobre o caso da proibição desses games, e pelo que entendi, foi por conta do patch “Rio de Janeiro”, feito por fãs, que coloca traficantes contra policiais, libera bônus para quem acertar mais os “mocinhos”, e traz como arena as favelas da cidade maravilhosa, regado a um funk proibido. Ok, acho esse patch de muito mal gosto, e sei que muitos desse blog possuem a mesma opinião. O problema então passa a ser de quem moveu a ação sem saber que todas essas características (traficantes, favela e prêmio por policial derrubado) não fazem parte do jogo original – Counter-Strike é um jogo comum, como Call of Duty, Medal of Honor e tantos outros FPS.
Essa ação extrema e mal fundamentada é da era em que bater na cabeça de alguém com uma clava soava normal para os que estavam em volta.

Já pensou se as pessoas começarem a ligar para o Procon a fim de reclamar todas as novelas, filmes e programas que mostram traficantes, favela e desgraça? Pior ainda, já pensou se eles resolvem tratar da mesma maneira que trataram esse caso, sem averiguar? Por enquanto estamos perdendo, já que a EA gentilmente aconselhou os comerciantes a tirarem o jogo das prateleiras…

Janeiro 22, 2008

Editorial: Gustavo Petró

Arquivado em: Uncategorized — Gus Lanzetta @ 4:39 pm

Este é um editorial escrito, especialmente para o Liberdade Gamer, por Gustavo Petró, editor da revista GameMaster.

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Censurar os dois games mostra o quão falho é o sistema brasileiro e mostra a total ignorância dos nossos governantes, juízes e funcionários públicos em relação ao mercado de videogames. Remete a censura que a TV e o cinema tiveram há mais de 25 anos atrás. Parece que a bola da vez é o videogame.

Por que banir só agora Counter-Strike, que existe há mais de 10 anos? A quem os jogos afetou/prejudicou? Será que o que aparece na novela não é mais nocivo do que o conteúdo de um jogo classificado “impróprio para menores de 18 anos” e que, por isso, se enquadra dentro dos tramites legais da lei brasileira?

Nós, jogadores, temos que nos unir educadamente e com base em tudo o que sabemos e conhecemos ir à luta contra qualquer forma de censura. Nossos pais fizeram isso. Agora, é nossa vez!

Editorial: Allan André

Arquivado em: Uncategorized — Gus Lanzetta @ 12:49 pm

Este é um editorial, escrito especialmente para o Liberdade Gamer, por Allan André, editor da revista PS3W

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Não adianta discutir se a proibição tem fundamento ou não. Todos os que jogam sabem que não tem. O mapa do Rio de Janeiro não está no game. É preciso fazer download. E não, o objetivo não é matar reféns, e sim mantê-los sob seu poder.

 Herdamos muita coisa dos americanos. Uma delas vem desde que os Estados Unidos dirigem o planeta. Somos capitalistas e o dinheiro fala mais alto. Não importa o que esteja do outro lado do ringue. A grana é o Mike Tyson e, princípios, bom-senso, amor ao próximo, respeito e outras necessidades que uma verdadeira sociedade necessita são o Maguila, ambos no auge. Com todo respeito ao campeão e muito competente pugilista Adilson Rodrigues, ele até tem chances de vencer, mas são remotas. A Electronic Arts, que distribui o jogo no Brasil e outros interessados na comercialização de Counter-Strike colocarão seus advogados para trabalhar. Se já não colocaram. No caso da EA, deve ser um sujeito muito eficiente. Se não há sustentação nos argumentos do juiz, o que parece ser bem óbvio, o resultado será o retorno dos games às prateleiras.

 O que também podemos correr o risco de herdar é uma postura parlamentar baseada na dos republicanos. Já temos um partido político que teve a capacidade de mudar seu nome para Democratas, a exemplo do partido da governadora e candidata à presidência da América, Hilary Clinton . Já pensou se algum partido conservador, como é o próprio PFL (digo, Democratas) também se inspira em nossos companheiros da América, só que trazendo para cá a doutrina de eternos inimigos de GTA e companhia? Quem não se lembra do “Governator” que “paga de Shotgun” em Hollywood e proíbe jogo violento na Califórnia? Vale lembrar que a luta contra games violentos também faz parte do Partido Democrata. A mulher traída por Bill Clinton levanta a bandeira da guerra contra GTA.

De qualquer forma, esse é um caminho um pouco mais difícil de acontecer por dois motivos:

1 – Não temos produções em games de expressão

2 – O dinheiro é ainda é o Tyson e os princípios (mesmo que para fins eleitorais) ainda são o Maguila

Janeiro 21, 2008

Editorial: Pablo Miyazawa

Arquivado em: Uncategorized — Gus Lanzetta @ 9:29 pm

Este é um editorial escrito, especialmente para o Liberdade Gamer, por Pablo Miyazawa, editor da revista Rolling Stone e do blog Gamer.BR.

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Em princípio, me parece muito barulho por nada – assim como outras tantas decisões judiciais relacionadas aos games em nosso país. Quem acompanha o mercado de games atentamente tem o direito de achar esse banimento estranho e fora de contexto. Há quanto tempo você não escuta ou lê qualquer notícia sobre a relação de Counter-Strike e a violência urbana? Pois é, isso também soa “2005″ demais para mim.

Antes de mais nada, é preciso investigar a extensão dessa decisão e comprovar se ela realmente vai se cumprir, e quais conseqüências ela terá para o consumidor final. Mas também é algo de se assustar, principalmente se lembrarmos que estamos na expectativa de movimentações políticas em favor dos games no Brasil (o já famoso projeto de lei 300/2007, que prevê benefícios fiscais para os games). E se, por conta disso, nossos deputados forem convencidos de que todos os jogos eletrônicos são mesmo prejudiciais aos consumidores?
Será que depois de tantos progressos e vitórias ao longo do ano passado, começaremos 2008 regredindo? Será que teremos munição suficiente para brigar? E será que já não está na hora de batermos panela a respeito?

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